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Mostrando postagens de Junho, 2013

III Antologia Nau Literária

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Antologias, importância fundamental para a difusão da Literatura. Elas condensam e confrontam de maneira eficaz para o público as características mais marcantes das épocas e dos escritores; é um verdadeiro painel, através do qual se delineiam caminhos de aprendizado e compreensão das letras. A Editora Komedi se orgulha de ter congregado o talento de mais de quarenta autores de todo o Brasil nesta III Antologia Nau Literária. Composta de prosa e poesia, em suas mais diversas formas e estilos, a antologia é um painel vivo que revela as cores de nossa literatura. O trabalho está pronto. Agora cabe a você, leitor, percorrer as páginas deste livro e descobrir a beleza e a magia das ideias e sentimentos escondidos na teia da palavra. Esta Antologia marcou a estreia de Maurício Robe Barbosa Campos em livro, com a poesia gótica O Vampiro de Sengir. Participaram da coletânea os seguintes autores: Anadyr de Miranda Medrado Dias Bóris Lopes Amador Cícero Freitas de Andrade Cl…

V de Revolução

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1990. Uma nova era de ouro para os quadrinhos, as graphic novels reinavam absolutas, com títulos que revolucionariam a cultura ocidental: Watchmen, Sandman, O Cavaleiro das Trevas e V de Vingança. Graças à um amigo que tinha condições de comprar esses álbuns com preços proibitivos para mim, eu pude ter acesso à todos os grandes títulos lançados no Brasil na época. E V de Vingança mexeu com meu coração adolescente. Para quem já era fã do punk rock e do seu caráter contestatório, aquilo foi uma bomba. O povo não deveria temer o seu governo, mas o governo deveria temer o seu povo. E assim tudo se iniciava com a explosão do parlamento inglês, retomando a mítica figura de Guy Fawkes. Guy Fawkes? Então eu ia até a biblioteca para descobrir quem era esse cara (não havia a Wikipédia, muito menos internet, pessoal, tempos jurássicos). Então a britânica dizia que Guy Fawkes foi um cara que nasceu em Iorque, em 13 de abril de 1570, também conhecido como Guido Fawkes, e tornou-se um revolucionár…

Um olhar

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Não. Eu não posso dizer o que o amor é. Palavras não foram destinadas para isso. Os leitores vorazes, os devoradores de livros, estão acostumados a criar mundos imaginários dentro de sua mente, mundos que são incapazes de serem reproduzidos no cinema, pois cada mundo imaginário criado pelo leitor é único, carregado com as características da personalidade do leitor, suas experiências e sua bagagem. Não, nem a essa classe de leitores é permitido descobrir através das letras o que o amor é. De todas as intangibilidades o amor é a mais impossível de descrever. Muitos tentaram e fracassaram, apenas aos poetas é permitido alguma ventura nesse intento, e os intelectuais para fugir do tema desenvolveram uma palavra pejorativa para esse assunto, piegas. Falar de amor é piegas. Melhor falar de cálculo, física quântica, teoria literária, astrofísica, etc. Vejamos um exemplo de tentativa de descrição, a Wikipédia, o sabe-tudo do século XXI, a enciclopédia livre onde qualquer um pode disseminar …

O Noir está morto

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Nos anos 30 e 40 dois autores revolucionaram a literatura policial. Seus nomes: Dashiell Hammett e Raymond Chandler. Ambos desempenharam suas atividades em várias profissões, sendo que ambos foram detetives particulares em sua vida real. A literatura policial americana era tida por literatura de segunda classe, pois os livros eram baratos. O detetive Philip Marlowe, de Chandler, transita por uma Califórnia cheia de glamour e sujeira, poluição e álcool, celebridades e violência. Marlowe resolve casos envolvendo atores e diretores de Hollywood, escritores e artistas. Ele é um detetive barato, sempre duro, mas com valores morais fortes como o ferro, os quais ele defende de maneira obtusa. Também presentes em sua trama a polícia corrupta e os gângsters. É próprio do ser humano a curiosidade, se você ler no jornal que Fulano morreu, pode até não conhecer a pessoa, mas ficará intrigado em saber como foi a morte, quem matou o Fulano, se o assassino foi pego, etc. Naquela época havia muito i…

Mona Lisa Overdrive

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Kumiko, a filha de Yanaka, um chefe muito bem posicionado da Yakuza, a máfia japonesa, é enviada para a casa de Swain, um criminoso de Londres, pois seu pai acreditava que desse modo ela estaria mais segura. Lá a garotinha conhece Sally Shears, que lhe apresenta o submundo hacker, dos piratas de computador, no bar Gentleman Lose.
Kid África deixa Bobby plugado em um aparelho semelhante à Matrix, junto com a med-tec Cherry Chesterfield escondidos em um galpão perdido no Cinturão da Sucata.
Bobby é procurado por Swain, o qual está sob ordens diretas de uma entidade sensciente denominada Continuidade. Continuidade, fruto da fusão de duas inteligências artificiais distintas formadas a partir de experimentos de Inteligência Artificial da bilionária 3Jane. No livro de Gibson, as pessoas mortas, desde que ricas o suficiente, podem ter constructos armazenados na Matrix. Esses constructos nada mais são do que repositórios de personalidade e conhecimentos intrínsecos a uma consciência. Bobby, …