Vampiro de Sengir


 

 

Terras fecundas e vigorosas

De Dominária, me viram nascer

Por entre vários tipos de rosas

Em um beijo quente ao amanhecer.


Um beijo sanguinário em Sengir

Me fez assim como hoje estou,

Forte vampiro a caçar e ferir,

Matando tédio com sangue vou.


Em uma Fábrica bem formosa

De Mishra, mágico cheio de poder

Trabalhava ao dia, noite furiosa:

Os operários todos a morrer.


Muitas batalhas me viram sair

Não inteiro, mas o que restou,

Com a vitória, mais forte a rir

De uma desgraça que se findou.


Sangue: mistura quente e oleosa,

A Substância que me faz viver,

Para servir maga poderosa

E esta cruzada selvagem vencer.


E quando não mais luta existir,

Procurarei Kithkin Amrou.

Minha amada a viver em Sengir,

A esperar quem um dia amou.


Oh! Ilusão... velhaca insultuosa

Quem poderia me reconhecer

Nessa figura torpe e monstruosa,

Que insiste gélida em sobreviver!


Publicado na III Antologia Nau Literária em 2001.




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