Um sedã preto parou em frente à entrada do Shopping São Paulo Mall, no Centro. A porta se abriu e uma mulher de longos cabelos ruivos desceu do veículo, seguiu pelo piso de lajotas até o interior do shopping. Entrando pelo corredor, deu uma olhada para as lojas de roupas e acessórios à sua esquerda e do lado direito para uma longa parede de vidro onde se podia ler em elegantes letras jateadas: Refugees Place. A ruiva ficou parada no lado oposto da organização humanitária, quase encostada no vidro da vitrine da loja, como se estivesse esperando alguém.
Na cidade onde imperam as grades e os muros ela pegou o celular em sua bolsa e discretamente começou a filmar o escritório que mais parecia um aquário humano. Em suas pesquisas havia lido que a ideia de Lisandra ao criar um ambiente totalmente transparente era que os refugiados, ao chegarem ali, encontrassem um ambiente no qual não teriam surpresas, queria dar o recado de que não havia nada a esconder na Refugees Place. Quando um estrangeiro chegava até a ONG, era porque já estava muito fragilizado, já havia sido perseguido e enganado no seu país ou no Brasil, e aquelas paredes de vidro eram uma forma de demonstrar que ali não haveria subterfúgios ou engodos.
Na parte da frente do escritório da Refugees, com sua grande porta sempre aberta para os corredores, ficavam seis mesas para atendimento. Uma parede de vidro separava essa parte da área do fundo do escritório, onde ficavam os armários de arquivos, uma mesa na qual havia um bebedouro e máquinas de café e uma outra mesa onde uma impressora multifuncional repousava. Nos fundos dessa sala, lateralmente para o corredor do shopping, ficava a mesa da administradora.
A ruiva observou o homem que conversava com Lisandra com interesse. Era um homem na casa dos trinta, negro retinto, elegante em um terno risca de giz.
A observadora aproximou-se da entrada da organização, sempre filmando disfarçadamente com seu celular. Das seis mesas, três estavam ocupadas naquele momento, duas garotas, que ela julgou serem estagiárias ou voluntárias, estavam conversando com jovens negros, e uma mulher obesa de olhos e cabelos muito claros, que ela reconheceu como Natalija Katić, a croata que trabalhava na administração, revisava documentos em sua escrivaninha.
Fingindo olhar as vitrines a ruiva parou de gravar e seguiu pelo outro lado. Caminhou por entre os transeuntes e dobrou uma esquina do corredor do shopping. Discou no celular para o seu contratante:
— Aqui é a Galateia. Está feito. Todo o perímetro do escritório mapeado, te mando os arquivos dentro de meia hora.
* * *
Lisandra se levantou da mesa para levar uma pasta até a estagiária, que solicitava os documentos referentes a um jovem venezuelano que buscava refúgio no país.
Quando ela passou por Philippe Dionnet, este se virou para ver quem estava interrompendo a conversa e com esse movimento passou os olhos por Lisandra, ou Lis, como ele gostava de chamá-la. Seus olhos percorreram aquela silhueta atlética, elegante em um terno com padronagem preta e branca, sobre um salto alto que dava um toque mais esguio à sua compleição mignon. Sentindo que seu olhar já estava fitando sua amiga por mais tempo do que sua relação permitia, virou o rosto para o lado, para as pessoas que passavam pelos corredores do Shopping, seguindo suas vidas apressadas.
— E aí, Philippe, você descobriu o que o Jean anda aprontando?
Philippe respondeu olhando ora para a mesa, ora para o exterior do aquário. Sua voz grave carregava um leve sotaque francês.
— Eu dei uma dura nele, pode deixar. Não entendo o que esses garotos pensam. Vocês aqui na ONG dão uma família adotiva para os refugiados, um lar para que eles possam recomeçar suas vidas, mas parece que tem gente que não valoriza.
— Nossa, Phil, que discurso enrolado para não dizer nada. Isso funciona no tribunal?
— Às vezes — ele sorriu, fitando-a nos olhos. — Você me conhece. Olhe, Lis, nem todos os garotos que chegam aqui têm noção das coisas. Como elas são, como elas deveriam ser.
— Quem dera se todos eles chegassem aqui com o mesmo espírito que você.
— Quem dera se na época em que cheguei no país houvesse uma organização como essa. Por isso abracei a causa da ONG no dia que assisti sua palestra na Universidade.
— Nós gastamos muita sola de sapato depois disso, não? Sem sua ajuda a Refugees nunca teria conseguido captar os recursos que conseguimos: onde eu encontraria alguém que nos desse consultoria jurídica e ainda conversasse com os assistidos para colocá-los na linha quando nós não damos conta do recado?
— Não faço nada a mais do que já fazia antes de me formar.
— Phil. Agora pare de enrolar… — ela concluiu, esboçando um sorriso, em seguida abriu um dossiê com a marcação JEAN TILUS VALCIN na aba.
A administradora da ONG começou a folhear as fotos e formulários do dossiê, enquanto Philippe seguiu com as evasivas, tentando preparar o espírito de sua interlocutora para o que viria.
— Você sabe como é essa idade. É o tempo todo eles recebendo impulsos da mídia, a mensagem de um tênis novo, uma camiseta nova… E o Jean, nessa pobreza de refugiado…
Lisandra fechou o dossiê, parou e encarou seu amigo, séria:
— Pobreza de refugiado? Conta outra! A família que o acolheu é uma família de recursos, consta que estão pagando até uma mesada para ele. Ele está matriculado em uma excelente escola particular. Que história é essa? Ele está roubando? No que ele está metido?
— Eu tenho certeza de que ele vai reverter essa situação, Lis — desconversou.
— O que ele estava roubando? Fala logo.
— Não. Não use essa palavra, isso é muito duro. Não chegou a roubar, estava passando uns relógios suspeitos dos nigerianos. Pegaram ele na escola oferecendo esses relógios para os bacaninhas. Jean devia ter uns dez num saco de lixo preto.
Ela recostou-se na cadeira.
— O que ele tem na cabeça? Não foi fácil montar essa operação aqui, dependemos de um esforço dos nossos assistidos também.
— Já dei uma dura nele, ele se afastou dos nigerianos e está tudo certo.
Não, não está tudo certo, ela pensou. Levantou-se e, dando as costas para Philippe, olhou para fora, levando a mão ao queixo. Após uns segundos e um suspiro depois, seguiu até a mesa onde ficavam as cafeteiras e colocou uma cápsula de chá na máquina, pegou um copo de papel da pilha e apertou o botão de acionamento.
— Sem essa de que deu uma dura nele. Quanto você deu a ele? Quer um café?
Quando a máquina parou de fazer barulho, Philippe soltou duas frases rápidas:
— Dois paus. Aceito o cafezinho.
Lisandra colocou o seu copo de chá gelado na mesa e preparou o café de Philippe em seguida, entregando a ele o café e um sachê de açúcar orgânico.
— Dois mil reais! Fora o que ele já pegava da família. O que ele queria fazer com esse dinheiro?
— O irmão dele no Haiti vai ter um filho no mês que vem e precisa de dinheiro para comprar as coisas para o bebê.
Lisandra deu um gole no seu chá e pousou o copinho sobre a mesa. Olhou para seu interlocutor sem saber o que dizer. O toque do seu celular quebrou o silêncio. Olhou para o visor em cima da mesa e decidiu atender, pedindo licença para Philippe:
— Alô? Oi, Ian, está tudo bem — fez uma pausa. — Saio daqui a uma hora, uma hora e meia, mais ou menos — outra pausa, enquanto esperava seu interlocutor responder. — Nossa, sim, sim, só preciso ligar em casa e avisar a Amanda para dar comida pra Mia. Ok, até daqui a pouco.
— Era o Ian, meu namorado — disse a Philippe. — Ele estava me convidando para ir até a casa dele no interior. Será a primeira vez.
O advogado já soubera, há alguns meses, do novo namorado dela, e isso o deixava inquieto. Seu telefone tocou:
— Estão me chamando no escritório, preciso ir. Ficamos bem com o Jean, então?
Lisandra colocou as duas mãos sobre a mesa e suspirou:
— Vou agendar reuniões de acompanhamento com ele, e também dar uma dura no garoto, como você gosta de dizer. Obrigado por ter verificado isso para mim, Phil. Ah! E mande um beijo para a Cassandra.
Autoestrada
O céu noturno estava claro e as estrelas brilhavam com força e nitidez longe da iluminação artificial da cidade. A rodovia Washington Luiz serpenteava pela serrinha de Rio Claro como uma grande jiboia, recebendo a luz da lua cheia em uma noite muito confortável para a direção. Em uma camionete cabine dupla, Ian Gouveia e Lisandra seguiam em direção a São Carlos, onde ele morava. No rádio tocava uma música um tanto melancólica, Happy New Year, da banda Disco Noir.
Lisandra havia se distraído com Ian durante quase todo o trajeto, no qual falaram de medicina, a profissão dele como diretor do hospital e ela pôde ter a consulta particular a que só as mulheres de médicos têm acesso. Pensava em Jean.
Ian, que seguia ao volante, pareceu notar sua súbita inquietação:
— Você está pensativa, foi algo que eu disse?
Ela olhou para o seu novo companheiro. A luz suave do luar lhe favorecendo.
— Alguns problemas na organização — ela fitou a mata fechada ao largo da estrada, dominada por tons noturnos.
— O que vocês fazem exatamente?
— A ideia de organizar o Refugees Place surgiu depois que eu voltei da Suíça.
— Você morou na Suíça? — ele se virou para fitá-la.
— Morei por oito meses em Genebra, na época eu estagiava na ACNUR1. Foi parte de um projeto da Universidade. Eu cursei Ciências Sociais na USP. Foi um período maravilhoso, conheci pessoas ótimas e aprendi muito.
Ian sorriu:
— E não teve vontade de ficar por lá?
— E quem tem desejo de retornar da Suíça? É um lugar maravilhoso, tudo funciona como um relógio...
— Suíço — ele completou.
— Se não fosse tudo tão caro. Nesse período eu trabalhei junto ao grupo que estava desenvolvendo um programa-piloto chamado No Stranger Place. A ideia desse programa era garantir um lugar acolhedor para um imigrante residir.
— Um lar adotivo?
— Pode até se tornar isso, mas não é exatamente esse o escopo do programa. Houve um caso que se tornou emblemático do projeto: um idoso surdo da Eritreia2, cuja família toda foi morta na guerra, estava em vias de se tornar um sem-teto após o seu pedido de asilo original ter sido rejeitado pelas autoridades do Reino Unido. Nós conseguimos que um casal britânico o recebesse em sua casa. Eles estavam com um quarto sobrando e tinham desejo de ajudar os refugiados. A ACNUR fez a ligação entre eles.
— Nossa!
— Imagine toda a sua família ser assassinada, você fugir de sua terra para não ser morto e terminar como um indigente em uma terra estrangeira?
— Quantos dias alguém dura em Londres morando na rua?
— É praticamente uma sentença de morte não ajudar um refugiado.
Lisandra fita Ian:
— Você já tinha pensado nisso antes?
Ele balançou a cabeça em negativa.
— Acho que é assim para a maioria das pessoas. Então, quando voltei ao Brasil, começamos um projeto-piloto com a ONG. O governo da época foi receptivo e tivemos incentivos federais. Mas alguns contratempos nos atrapalharam no início, questões que levamos até hoje. Temos muitos problemas com os imigrantes, pois nem todos têm noção de sua importância nesse projeto, alguns pensam que somos uma filial da ONU, o que está muito longe de ser verdade. Se os assistidos não cooperarem ou se um deles pisar na bola, fizer alguma besteira que tenha alguma repercussão, não vão faltar vozes a se levantar para fechar nossas portas.
Ian fitava a estrada, de quando em quando se virava para olhar para Lisandra:
— Vocês têm opositores?
— E quem não tem? Muitas pessoas acreditam que o que fazemos é errado, que deixar os refugiados se sentindo acolhidos é abrir nossas portas para a escória do mundo, para terroristas, bandidos etc.
— Xenofobia? No Brasil? Não somos todos imigrantes aqui?
— Xenófobos. Radicais de extrema direita. Líderes religiosos. Todo tipo de gente que acredita ter o caminho para a salvação da humanidade sempre tenta ditar o que devemos fazer. Tivemos problemas com os haitianos por causa do vírus da Zica, Chicungunha, da religião afro, o vodu... Tudo é motivo.
Ian olhou para ela preocupado:
— Como assim tiveram problemas? Você já foi ameaçada?
— Diversas vezes. Tem esse cara, Hector Carvalho, ele é porta-voz da Associação de Proteção do Brasil, que tem uma agenda reacionária e de extrema direita. Um dia ele foi até nossa sede com seus amiguinhos, porque esse pessoal nunca faz nada sozinho, e jogou uma lata de tinta vermelha na parede de vidro do escritório. Disse que o sangue derramado pelos fanáticos islâmicos estava em nossas mãos.
— Extrema direita é uma coisa meio nada a ver com o Brasil, sempre achei.
— Acho que todos pensávamos assim. Depois que ele jogou essa lata de tinta, veio até mim e me insultou com todo tipo de palavrão baixo que você possa imaginar. Ainda nos ameaçou. Disse que, se não parássemos nosso trabalho, eles nos parariam. Sabe o que é pior? É que não é só ignorância, é burrice também. Além do que você falou, que somos imigrantes aqui no Brasil, já está provado que a inserção de imigrantes no país, quando feita de maneira correta, é um motor para a economia3. Mundialmente os imigrantes correspondem a pouco mais de três por cento da população, mas contribuem desproporcionalmente mais à economia, produzindo quase dez por cento do PIB4.
— Nossa, você parece uma jornalista falando assim.
— Essa é uma parte da palestra que costumo dar nas universidades, faz parte do trabalho de recrutamento de voluntários para a organização.
— Mas e esse nazista? Você teve problema com ele de novo hoje? Há algo em que eu possa ajudar?
— Não, hoje não foi esse o problema. Acontece que um dos nossos assistidos se envolveu em uma atividade suspeita. Graças ao Philippe, acho que não teremos mais problemas.
— Você fala bastante desse Philippe, é alguém de quem preciso ter ciúmes?
Ela sorriu:
— Do Phil? Não, de jeito nenhum. Nunca rolou nada entre nós. Ele é só um bom amigo, bem casado.
— Você falou isso como se ele fosse gay. E não é a mesma coisa.
Ela sorriu.
— Homens…
Ian balançou a cabeça.
— Tem um frigobar atrás do meu banco, pegue um suco de laranja para mim, por favor. É da fazenda da minha família.
Ela se virou para onde ele mostrou, havia um frigobar entre o banco do passageiro e o banco do motorista, alimentado pela energia levada por um cabo que seguia até o acendedor de cigarros do carro.
— Um frigobar? Legal.
Lisandra pegou uma garrafa de suco de laranja.
— É pequenininho, mas quebra um galho — ele disse.
Ela entregou a garrafa para ele, que pediu para que ela abrisse, pois estava dirigindo.
— Experimente, é uma delícia, orgânico.
Ela tomou um gole e fez menção de devolver a garrafinha para Ian.
— Tome mais um gole.
Ela tomou outro gole, e começou a sentir um leve torpor em sua boca, seguido de uma leve tontura, os pensamentos subitamente começaram a se embaralhar. Tentou dizer alguma coisa, mas as palavras não saíam, as sílabas pareciam pastosas em sua boca, mexeu a cabeça em círculos, confusa. Pensamentos que pareciam ter vida própria passavam por sua mente tão rápido quanto os carros em sentido contrário na estrada. Por que Ian tem ciúmes de Phil? Esse suco tem um leve amargor, teriam as laranjas sido espremidas com a casca? Qual a cor daquele carro que passou do outro lado da pista? Eu me lembro de deitar embaixo da cama para me esconder dos gritos. Para onde estamos indo mesmo? Tenho sede. Tome mais um gole. Será que está tão gelado esse suco que amortece minha boca? Onde fica São Carlos? Será que Cassandra pensa a mesma coisa de mim, teria a esposa de Philippe esse ciúme besta também? Eu nunca mais voltei a Buenos Aires. Os campos na escuridão são todos iguais. Não consigo falar...
Prestou atenção à música que saía do alto-falante. Can you see... Can you see something...
— Não sei… Estou… — foi o máximo que conseguiu dizer.
Ian pegou a garrafa da mão dela antes que ela espalhasse suco por todo o carro. Colocou no suporte para bebidas do painel e fitou a estrada, calmo. A seu lado, Lisandra já estava completamente apagada.
Ele pegou o celular e clicou na discagem rápida. O sistema multimídia do painel se iluminou com a chamada telefônica. O nome que apareceu na tela junto ao número do telefone era MARIA:
— Oi, está tudo pronto? Devo chegar aí daqui a uma hora, no máximo, prepare a ambulância e toda a equipe. Nossa paciente já está preparada.
O médico se virou para Lisandra inconsciente e acariciou os seus cabelos castanhos.
Notas
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1 ACNUR: O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, com a sigla ACNUR em português e UNHCR em inglês, é um órgão das Nações Unidas. Criado pela Resolução n.º 428 da Assembleia das Nações Unidas, em 14 de dezembro de 1950, tem como missão dar apoio e proteção a refugiados de todo o mundo. Sua sede é em Genebra, Suíça. Possui mandato para proteger os refugiados e buscar soluções duradouras para os seus problemas. As principais soluções duradouras são repatriação voluntária, integração local e reassentamento em um terceiro país — definição retirada da Wikipédia.
2 Eritreia: oficialmente Estado da Eritreia é um país localizado no Chifre da África. Sua capital é Asmara. Faz fronteira com o Sudão a oeste, a Etiópia a sul, e Djibuti a sudeste. As partes nordeste e leste da Eritreia têm um extenso litoral ao longo do Mar Vermelho, tendo na outra margem a Arábia Saudita e o Iêmen. O arquipélago Dahlak e as ilhas Hanish também fazem parte da Eritreia. O país tem uma área total de 117.600 km², que inclui o arquipélago Dahlak e as ilhas Hanish, com uma população estimada em cerca de 5 milhões de habitantes. O nome do país é baseado no nome grego para o Mar Vermelho, que foi adotado pela primeira vez para a Eritreia italiana em 1890.
Eritreia é um país multiétnico, com nove grupos étnicos reconhecidos em sua população. A maioria dos residentes fala línguas da família afro-asiática, seja das línguas semíticas etíopes ou dos ramos cuchíticos. Entre essas comunidades, os tigrínios constituem cerca de 55% da população, com o povo Tigre constituindo cerca de 30% dos habitantes. Além disso, há várias minorias étnicas nilóticas de fala nilossaariana. A maioria das pessoas no território adere ao cristianismo ou islamismo — definição retirada da Wikipédia.
3 De acordo com levantamento de dois mil e quinze da consultoria McKinsey, os imigrantes contribuem com seis vírgula sete trilhões de dólares para a economia global. Se esses mesmos refugiados tivessem ficado em seus países de origem, o ganho da economia não seria metade disso.
4 O Produto Interno Bruto (PIB) representa a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (quer sejam países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano etc.). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia com o objetivo de quantificar a atividade econômica de uma região.
Na contagem do PIB, considera-se apenas bens e serviços finais, excluindo da conta todos os bens de consumo de intermediário. Isso é feito com o intuito de evitar o problema da dupla contagem, quando valores gerados na cadeia de produção aparecem contados duas vezes na soma do PIB — definição retirada da Wikipédia.

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