quarta-feira, 19 de abril de 2017

Machado de Assis Fantástico


A primeira publicação de Machado de Assis foram os versos de amor “Meu Anjo”, publicados no jornal “A Marmota”. Desde então o mulato de São Cristóvão revelou-se um escritor muito versátil, tendo transitado por diversos movimentos da literatura de sua época e por vários gêneros literários.
Um fato não muito conhecido da obra de Machado de Assis é sua incursão pela ficção científica, quando esse termo nem sequer existia. Esse fato não só atesta a genialidade do maior escritor brasileiro de todos os tempos, o imortal fundador da Academia Brasileira de Letras, como também atesta sua versatilidade.


Trata-se do conto “O Imortal”, o qual trata de um homem que se vê incapaz de morrer. Ao ler o conto evocamos figuras disseminadas em nosso mundo de cultura pop atual como o Highlander de Russel Mulcahy ou o Wolverine de Len Wein e John Romita (Marvel Comics).
O tema da imortalidade é tão caro à ficção científica que mereceu um verbete na “The Encyclopedia of Science Fiction” de 1993: “A Imortalidade é um dos motivos básicos do pensamento especulativo; o elixir da longa vida e a fonte da juventude são objetivos hipotéticos das clássicas buscas intelectuais e exploratórias”, afirma Brian Stableford, crítico e escritor inglês.
A fonte dos poderes do herói da trama é uma poção indígena, o que poderia caracterizar o conto como fantástico e não ficção científica, não fosse um parágrafo no texto que reproduzimos: “A ciência de um século não sabia tudo; outro século vem e passa adiante. Quem sabe (...) se os homens não descobrirão um dia a imortalidade, e se o elixir científico não será esta mesma droga selvática? ”
O conto foi publicado em 1882, entre 15 de julho e 15 de setembro, em seis partes, na revista feminina carioca “A Estação”. O conto é baseado em um outro conto de Machado chamado “Rui de Leão”, publicado dez anos antes no “Jornal das Famílias”.
As prováveis influências para a produção dessa obra de Machado foram as fantasias góticas de “St. Leon” (1799) de William Godwin, “Melmoth the Wanderer” (1820) de Charles Maturin, “The Wandering Jew” (1844) de Eugène Sue e “Auriol” (1850) de W. Harrison Ainsworth; ou até mesmo um texto de algum imitador dessas obras que as traduziu sem dar o devido crédito e publicou-as como sendo suas, o que era muito usual nas terras tupiniquins de outrora.
Portanto o conto “Rui de Leão” é um marco da literatura fantástica brasileira, e o conto “O Imortal” é um marco da literatura de ficção científica brasileira. Os textos se complementam e é interessante ler ambos em sequência. Abaixo estão os links para a leitura dos textos, que estão em domínio público:

Contos:


Artigo originalmente publicado no blog parceiro Caçuá Literário.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O Julgamento de Samuel Stefano

Uma droga nova chega ao mercado, trazendo uma súbita onda de mortes. As manchetes dos jornais são inundadas sobre uma bizarra onda de auto-mutilação coletiva nos parques e praças. O Julgamento de Samuel Stefano é uma obra para estômagos fortes.

No Julgamento de Samuel Stefano, há jurados, juiz e acusador, mas não há inocentes. Todos estão loucos para achar um culpado, mas ninguém está disposto a se olhar no espelho.

Em tempos de baleia azul, essa é uma história necessária. Que colocou o dedo na ferida. Profundamente. Samuel Stefano é um assassino genocida ou um herói? Descubra se tiver coragem.

#ficçãosombria #splatterpunk

Por R$ 6,66
Link da Amazon: http://amzn.to/2pzFhoR

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O Extraordinário Domínio Público



A questão dos direitos autorais gerou e continua gerando muitos debates entre escritores, editores, antologistas e leitores. Quando da liberação dos direitos autorais de O Pequeno Príncipe no Brasil, publiquei esse pequeno artigo sobre o assunto no blog Overshock, que agora vejo republicado no blog parceiro Caçuá Literário.

Clique aqui para ler o artigo.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Alforria Brasileira

Olha que interessante essa mensagem do Clube de Autores, uma plataforma (editorial) de auto-publicação que permite a autores independentes publicarem seus livros sem intermédio de editoras:



#AlforriaBrasileira

terça-feira, 11 de abril de 2017

Promoção "O Rei Amarelo"


A Taverna está realizando um sorteio de três publicações inspiradas em H. P. Lovecraft. Entre elas "O Rei Amarelo". Aproveite, é por tempo limitado!

Clique aqui para participar da promoção.

#Promoção

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Promoção no livro físico



Aproveitando a promoção de Páscoa do Clube de Autores, estou lançando 5 contos de horror em um pequeno volume que nomeei "O Distrito Amarelo". Cinco contos baseados em Robert W. Chambers (O Rei Amarelo) e H. P. Lovecraft (O Despertar de Cthulhu, Dagon).
Não deixe para depois, pois a promoção do Clube de Autores (livro físico) vai até dia 14.
O livro também está disponível na Amazon, por 3 moedas amarelas (R$ 3,00).



#Horror #Contos #Lovecraft #OReiAmarelo