645

A luz não podia ultrapassar a barreira do vidro alcançando a liberdade do mundo exterior.

A vida mascarada por uma liberdade de vidro não podia alcançar a luz da barreira negra.

A fúria e o ódio sem limites dos perpetradores do mal era mais pesadas que as bombas zunindo.

A chuva se precipitava sem limites nas cinzas de um mundo que apenas respira na memória.

A luz mascarada pela fúria das bombas dos perpetradores do mal respirava nas cinzas o ódio.

O mundo exterior não podia alcançar a luz mais pesada nas cinzas da fúria mascarada na memória.

A barreira da liberdade de vidro mais pesada que as cinzas do mal respirava um mundo na memória.

A liberdade da luz da chuva de bombas destrói no mundo a vida. Na memória respiram as cinzas.

A falta de liberdade. O peso do ódio. As cinzas da chuva de bombas. A vida que não respira.

A luz. A vida mascarada. As bombas. A chuva. As cinzas. O mundo. A barreira. A liberdade.

A escuridão. A morte estampada. Os destroços. O sangue. A lama. O imundo. A maldade.

Iluntasuna. Heriotza. Suntsitzea. Odola. Lokatzetan. Osasunerako kaltegarria da. Maltzurkeriaz da.



 
Em homenagem aos 645 mortos em uma única noite de terror em Guernica,em 26 de abril de 1937 por aviões alemães no País Basco, durante a guerra civil espanhola.

Esta poesia recebeu menção honrosa da ASES - Associação de Escritores de Bragança Paulista em 2014 e fará parte de uma antologia a ser lançada pela ASES com o apoio da Prefeitura Municipal de Bragança Paulista através de sua Secretaria de Cultura e Turismo (secretário Noieraldo de Souza Camilo) no dia 17 de maio de 2014.














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