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Mostrando postagens de Março, 2014

O Cavaleiro Cinza Traduzido para Língua Galega

O website NovaFantasia, sítio de divulgação de fantástico e ficção científica em idioma galego, o segundo idioma oficial da região administrativa de Galiza, na Espanha, informou que irá traduzir e publicar o conto O Cavaleiro Cinza e publicá-lo em sua seção de contos. O Cavaleiro Cinza faz parte da antologia Sonhos Lúcidos da Editora Andross, lançada em 2013 durante o evento Livros em Pauta . Há controvérsia entre os filólogos sobre a natureza do galego, e eles se dividem em dois grupos. Um grupo defende a versão oficial divulgada pelo governo da Espanha, mais ligada ao castelhano do que ao português, outro grupo chamado de Reformista, pretende que o galego não é uma língua independente, mas na verdade um dialeto do português. Esse grupo pretende uma reaproximação do galego com a língua portuguesa, defendendo inclusive a adoção do Acordo Ortográfico de 1990. Para saber mais sobre isso siga o link . O endereço do website NovaFantasia é http://novafantasia.com . Com essa tr

Participante 2

  O silêncio absoluto é muito aterrador. Maria sentia aquele silêncio espesso como chumbo penetrar dentro de si como um fantasma, gelando seus ossos e petrificando sua alma. Ela olhava através do vidro da escotilha para a planície árida do planeta vermelho. Estava sozinha, finalmente. Das oito pessoas que chegaram até ali patrocinadas pelas melhores marcas do mercado, graças a um programa de televisão, ela assistira à morte de sete: Participante 1: Eletrocussão. Participante 3: Asfixia. Participante 4: Carbonizada. Participante 5: Hemorragias múltiplas. Participante 6: Asfixia. Participante 7: Asfixia. Participante 8: Asfixia. O som de seus estertores ainda soava em seu espírito. Eles foram treinados para resistir ao pânico, mas nenhum ser humano poderia ser preparado para o que viveram nesses meses no espaço e agora no isolamento total nesse planeta. Deus não queria isso, foi a conclusão que ela chegou. O vácuo separa os planetas por uma razão, é proibido visit

O Cavaleiro Cinza

Meu nome é Bruno e sou um profeta. Esse dom me foi passado e através dele as forças que regem esse mundo me permitiram ter uma visão do futuro. Um fragmento. Eu vejo um homem que corre, fugindo. Fugindo por sua vida e a vida de sua filha. Ele veste farda militar e o capacete azul da ONU. A Terra foi tomada pelo fogo e passada pela espada. Ele se lembra do dia em que sinais nos céus apareceram por todo o mundo, esferas luminosas que desenvolviam trajetórias impossíveis para qualquer artefato terrestre descrever. O mundo todo se maravilhou ante a visão das esferas luminosas, principalmente após elas começarem a emitir melodias da mais alta beleza e complexidade. Os xenobiólogos, recém-descobertos do grande público, informaram que era um tipo de comunicação e, após esforços combinados de músicos e matemáticos, chegaram à decodificação da mensagem: a nave-mãe estava chegando. Os cientistas não foram capazes de chegar a um consenso sobre desde quando a nave-mãe estava estacionada no lad

Os Detetives Selvagens

  Os Detetives Selvagens foi comparada, por Jorge Edwards, a Rayuela , de Julio Cortázar , e a Paradiso , de José Lezama Lima . Em uma resenha em El País , o crítico espanhol Ignacio Echevarría declarou ser este "o romance que Borges teria escrito". (Um ávido leitor, Bolaño sempre expressou seu amor pela obra de Borges e Cortázar, e concluiu um balanço da literatura argentina contemporânea dizendo que "deveriam ler mais Borges"). "O gênio de Bolaño não está somente só na extraordinária qualidade da sua escrita, mas também no fato de ele não se assentar no paradigma de escritor latino-americano", disse Ignacio Echeverria, ex-editor literário do El País, o maior jornal da Espanha. "Seus escritos não se enquadram nem realismo mágico, nem no barroco, nem regionalista, sendo um espelho imaginário e extraterritorial da América Latina, sendo mais um certo estado de consciência que um lugar específico". Antes que quaisquer das histórias, a fragm

Abrantes

Eu podia ver o modo como ela sorria, eu conhecia aquele sorriso. Ela estava feliz como uma criança que ganha um sorvete em um dia quente de verão. O Fiat 500 cabriolet avançava pela autoestrada, eu estiquei o braço para sentir o vento, enquanto meus olhos percorriam as paisagens bucólicas rasgadas aqui e ali pelo azul do céu. Passamos por uma placa, Abrantes ficava a 40 km.  Não importava, nada mais importava, só queriamos continuar seguindo naquela autoestrada até o anoitecer. Quando a luz começasse a fugir de nós, iríamos buscar o primeiro hotel que o nosso smartphone indicasse nas redondezas. Havia um bom merlot no porta malas e teríamos muito o que fazer até o amanhecer. No dia seguinte chegaríamos ao lago onde nos conhecemos, alguns anos atrás. Alugaríamos um barco e passearíamos sob o sol, molhando a ponta dos pés de quando em quando.      Lançamento do Livro "Conduzimos" Mosaicos Urbanos - Contos O Silêncio das Palavras - Antologia Especial da Scortecci       4

O poder de um sonho

“Nasci em 30-6-1922, em Paulista, município de Agudos, naquele tempo. Sou filho de lavrador, meu pai tinha um pequeno sítio, um sitiozinho, para falar em português claro. Estudei só até os 12 anos, mas acho que deu para aprender alguma coisa. Molhava-se a pena da caneta na tinta, foi assim que me acostumei a escrever, acho até que bem. Às dez e trinta passava o Expresso de Prata com destino a Botucatu e a Bauru. Eu ia para a estrada só para ver o cobrador passando metido no seu elegante uniforme. Meu irmão falava: "Isso é prá gente que sabe. Você nunca vai ser cobrador". Meu sonho era ser cobrador, meu irmão sabia. Eu respondia: "Um dia vou me aventurar". Até 26 anos, porém, fui para a lavoura. Transportava cana, no tempo da safra, puxava café, arava a terra. Só depois, vim para São Paulo, sempre com a ideia fixa de ser cobrador. "Vou ser cobrador", disse à turma, ao partir. Ninguém acreditou. Aqui logo me dirigi à CMTC, mas nada consegui

Lançamento do Livro Conduzimos

  O presidente da Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado estadual João Caramez , prestigiou na manhã de quinta-feira, dia 05/12/2013, o lançamento do livro “Conduzimos”, de autoria de José Aureliano Ribeiro de Vasconcelos, presidente da União dos Aposentados em Transportes Coletivos e Cargas de São Paulo. O evento aconteceu na sede da União, em São Paulo, e reuniu trabalhadores do setor e autoridades. “É uma grande satisfação participar deste evento, encontrar os amigos trabalhadores da categoria e celebrar com vocês o lançamento desta importante obra que relata os 33 anos de história e luta de personagens da entidade que fizeram e fazem a diferença na batalha por uma melhor condição de trabalho e aposentadoria a estes cidadãos”, afirmou Caramez que reafirmou o seu apoio aos trabalhadores que contribuíram para o desenvolvimento do estado de São Paulo.   O deputado também falou da luta da Comissão de Transportes pela aprov